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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hotel do Coração Partido.

Hoje eu sinto o meu coração baqueado, com um remendo grosseiro e mal feito. Hinóspito. Meio esquecido. Para compartilhar essas besteirinhas sentimentais que me deixam chata e chorosa, eu selecionei esse curta para preencher as lacunas do meu e dos demais coraçõezinhos mal tratados.

"Alguns hotéis são grandes demais para uma só pessoa."



Ficha Técnica
Gênero: Animação
Diretor: Raoni Assis
Ano: 2006
Duração: 5 min
Cor: Colorido
Bitola: Vídeo
País: Brasil
Local de Produção: PE

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vinil Verde

Depois de tanto reclamar e me envergonhar de não fazer nada, eu finalmente tenho muito trabalho para fazer. Passei o dia ilustrando, e tem mais um zilhão de ilustrações esperando por mim para serem feitas, mas cá estou eu muito exausta, forçando o punho que voltou a querer doer, carregando o cansaço de um fim de semana para lá de agitado depois de culto, colação de grau e baile de formatura da irmã, onde eu descobri que tem que ter talento e joelho bom para descer até o chão, dentre outras cositas mas.

Na minha merecida paradinha, fui navegar nesse mar de informações, coisas úteis e inúteis que é a internet; e aleatoriamente eu encontrei um curta que eu há tempos tinha visto no Goiânia Mostra Curtas, evento que em 2009 trouxe sua 9ª edição, mas na ocasião não me lembro bem em que edição foi exibido. O curta em questão é o "Vinil Verde", que ficou marcado na minha memória não só pela história em si, que contém uma dose de bizarrice, mas por ser baseado num conto russo, e não me perguntem porque mas adoro contos russos.

Vinil Verde é um filme de Kleber Mendonça Filho que remete diretamente a um livro de contos infantis, quase uma brincadeira de vários stills com movimentos de câmera. As fotografias em quadros, o narrador com sotaque pernambucano e o clima trash, contribuem para transmitir todo o suspense que a história implica; e é claro, como todo conto infantil, vem carregado de uma moral da história, que seria uma crítica à comunicação entre pais e filhos.

Sempre achei estranha essa forma de ensinar as crianças através do medo. A maioria das histórias infantis são assim drásticas, com um "q" de terríveis e começo a achar que os ratinhos e passarinhos cantantes e felizes sairam de moda. Lembro-me bem da história do menino e o lobo, que meu pai me contava quando eu era criança, que tratava-se de um garoto que tomava conta de um rebanho de ovelhas para o pai e para driblar o tédio gritava "olho o lobo! olho lobo!" desesperadamente, de forma que o pai vinha correndo ao seu encontro e ao chegar lá o menino se punha a rir da travessura, até o dia que um lobo de verdade apareceu, e o pai do garoto não foi salvá-lo por pensar ser mais uma brincadeira, como resultado o lobo comeu o garoto vivo. Toda essa tragédia, para me ensinar que mentir era feio. De fato, eu me tornei uma adulta que não gosta de mentir, mas né?



Gênero: Ficção
Diretor: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Gabriela Souza, Ivan Soares, Verônica Alves
Ano: 2004
Duração: 13 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil
Local de Produção: PE

sábado, 16 de janeiro de 2010

A pessoa é para o que nasce

Inauguro com esse post uma nova tag no blog: "Curtinhas". E para grande estreia apresento-lhes um curta que eu gosto imensamente: "A pessoa é para o que nasce", dirigido pelo Roberto Berliner. É datada de 1998, originando mais tarde um longa que para minha infelicidade ainda não assisti. Fiquem com a leveza que as três irmãs cegas levam a vida que Deus lhes deu.



Ficha Técnica
Gênero: Documentário
Diretor: Roberto Berliner
Elenco: Conceição, Maria, Regina
Ano: 1998
Duração: 6 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil
Local de Produção: RJ