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quarta-feira, 7 de março de 2012

Apenas precauções.

Qual a probabilidade de uma borboleta bruxa entrar pela janela do seu carro, enquanto você dirige? Enredar no seu cabelo, fazer com que você grite e chacoalhe como uma louca obsediada e quase cause um acidente de trânsito de proporções homéricas? Pontos para a borboleta, que me fez protagonizar uma das cenas mais ridículas e surreais da minha vida. Eu já logo interpretei minha luta com esse "adorável" inseto como sinal de mal agouro. Como eu sei que é azar? Perdi é claro! A borboleta saiu do carro depois de alguns intermináveis minutos fazendo banana. E eu que não vou dar mole não....comecei a tomar banhos com meu sabonete da sorte (um que ganhei na virada do ano de alguém que achou que eu precisava muito!), que diga-se de passagem não tem cumprido tão bem a sua finalidade, muito embora a minha esperança é de que eu seja inundada de uma maré de sorte assim que ele acabar. Eu ganhei junto, um sabonete do amor e outro da fortuna também, mas decidi ser mais esperta e não queimar cartucho antes de saber se o da sorte vai funcionar.
E Talvez você esteja pensando que eu possa ter tomado banhos da sorte demais e gastado um pouco o cérebro de tanto esfregar a cabeça...Talvez você esteja certo mesmo! Que besteira! Sabonete da sorte? O que eu estava pensando? Eu deveria ter começado pelo da fortuna, porque com dinheiro eu posso conseguir todo o resto! 


Vamos em frente que a sorte ainda está por vir..."

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Onde os sonhos são feitos.


Me lembro bem de ouvir falar sobre ele nas aulas de cinema da faculdade, Georges Méliès. Precursor da sétima arte, conhecido como "pai dos efeitos especiais", grande ilusionista e fabricante de sonhos. Fiquei encantada e lembro ter pesquisado bastante sobre ele. Existem vários filmes dele no youtube que conseguem ilustrar bem o que eu quero dizer. Esse francês, produtor e por vezes ator de mais de 500 filmes, conseguiu captar a essência do cinema. Trouxe para os olhos de todo o mundo, mais do que os irmãos Lumière poderiam imaginar quando inventaram o cinematógrafo. Com técnicas duplas de exposição e o efeito que ele chamou de stop-action, fizeram com que as pessoas compartilhassem com esse grande cinegrafista, uma infinidade de sonhos malucos, viagens à Lua e a mundos inimagináveis. 



E não é que para a minha surpresa, na tentativa de fugir um pouco de toda a alegria de um belo feriado de carnaval, eu fui assistir à um filme no cinema, de forma tão despretensiosa, e fiquei absolutamente encantada por algumas razões que vou lhes explicar. Primeiro porque tem uma fotografia linda, depois porque a história se passa em Paris, especificamente em uma estação de trem da cidade e além de contar um pouco da história desse francês fantástico, o Méliès, o filme se mostrou muito profundo e falou comigo de um jeito que eu não esperava.

O filme, produção de Martin Scorcese, intitulado a Invenção de Hugo Cabret conta a história de um órfão que vive na estação de trem cuidando da manutenção dos relógios. O enredo é um mistério que envolve uma máquina que o pai achou em vida, descobertas interiores e a sétima arte. Os personagens são tão singulares e ao mesmo tempo tão complexos, o clima parisiense e a trilha sonora compõe uma atmosfera envolvente e que me chamem de louca, mas o filme falou comigo o tempo todo.


Há uma parte do filme em que a amiga de Hugo, Isabelle, questiona sobre o propósito das pessoas no mundo, então o garoto fez uso de uma metáfora que eu achei fantástica. Ele diz que imagina o mundo como uma grande máquina, cheia de engrenagens e peças, sendo que não existe nenhuma delas sobrando. Todas são necessárias para o perfeito funcionamento dessa "máquina". Assim, todas as pessoas são parte fundamental do funcionamento perfeito da vida, mesmo que algumas precisem ser "concertadas", cada uma está em seu lugar e é essencial.

Eu que ando cheia de indagações sobre o meu propósito no mundo, se não caiu como uma luva como resposta, veio iluminar um pouco meu caminho. Daqui a 40 dias mais ou menos, estou indo para a França, mas calma, é a passeio, devo voltar. Vou conhecer a torre eiffel, o arco do triunfo, a champs elysées, museu do louvre , rio senna, com certeza a estação do Hugo Cabret e quem sabe saber mais sobre Méliès. Se não é lá em Paris que os sonhos são feitos, cenário de tantas personalidades famosas, descobertas e invenções revolucionárias, eu sei que é lá que moram alguns deles, e conhecendo o sonho dos outros quem sabe eu não encontre o caminho dos meus próprios. 

A viagem em si não deixa de ser a realização de um sonho. Espero assim que voltar, um tanto quanto insuportável talvez, eu possa dizer que tenha de certa forma encontrado respostas, ou não, só tenha tido um pouco de aventura me perdendo nas ruas de paris e me envergonhado bastante com o meu francês de meia tigela. Então..Au revoir! Baisers!

tonight tonight

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Oração expressa...

"Alivia minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada a minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte e sim a vida, faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta, faze com que eu receba o mundo sem medo, pois para esse mundo incompreensível nós fomos criados e nós mesmos também incompreensíveis, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para que eu viva com alegria o pão que como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade e paciência comigo mesma. Amém."

Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres - Clarice Lispector

Para os dias de "ais" como hoje...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Influenciável! E daí?

Nasci no interior de Goiás, no coração do Brasil. O meu estado é conhecido pela proliferação de cantores de música sertaneja e o meu país é reconhecido mundialmente pelo futebol. Embora, geograficamente falando, tudo contribuísse para que esse fosse meu mundo, esse não é o meu mundo. 

Aprendi com a minha família, desde pequenininha, a não praticar esportes, e diz a lenda que a culpa é de um joelho podre que é legado por várias gerações. Eu ainda não recebi essa herança, diga-se de passagem, mas ganhei um bocado de preguiça e faltou disposição. Enfim, contudo, eu não aprendi a gostar de esportes, tão pouco acompanhar jogos pela TV ou torcer religiosamente por um time, eu no máximo assisto ao vôlei, de preferência o masculino, porque eu acho que existem uns jogadores muito "bons" e isso é tudo. Sempre pensei que fosse aburdo as pessoas praticamente chorarem sangue se os seus times de futebol do coração perdessem. Elas sofrem muito e eu nunca pensei que pudesse ser sincero. Afinal de contas o que elas ganham com tudo isso? Não é só um jogo? Os craques do futebol ganham suas pequenas fortunas vencendo ou  não os jogos enquanto os torcedores enfartam nos estádios ou em frente aos televisores. E eu sempre achei que esse negócio de esporte era exercício do espírito competitivo, não é não?

Eu não entendia esse tipo de comportamento até ontem. 

Por uma ironia do destino fui trabalhar em uma grande empresa que patrocina cinco times de futebol. Por tanto, isso involuntariamente começou sim a fazer parte do meu mundo. Até então eu sempre encarei isso como uma planilha de excel, ou seja, faz parte do meu trabalho, é algo com que eu tenho que conviver, mas eu não preciso conhecer profundamente ou se quer gostar. Porém, ontem fui convidada a ir ao jogo do Goiás x Flamengo no Serra Dourada, ganhei um ingresso na área VIP, na torcida do Goiás com direito à um lanche generoso e ótimas companhias que me explicavam com paciência que os jogos no estádio não tinham replay e nem narração, que impedimento nem é tão difícil de entender, e que o cara todo vestido de preto não é de time nenhum é só o árbitro.

Depois de mais de três meses sem chuva, o céu decidiu desabar em água na cidade de Goiânia, tudo para deixar essa minha primeira experiência futibolística mais interessante. Não me importei de estar molhada dos pés a cabeça, nem de estar cansada à beça por conta do dia extenso de trabalho, tudo o que eu sentia era um arrepio na espinha de ver quase quatorze mil pessoas torcendo e cantando em coro, enquanto a chuva fina caia iluminada pelos refletores enormes, tão bonito de se ver que parecia até purpurina. Os vendedores ambulantes, surgindo do nada, gritando "Olha a capa!", como quem grita "olha a barata!", mais como quem assusta que como quem quer vender. Dentro desse mundo que eu nem podia imaginar me vi rodeada de gente velha, de crianças, de mulheres (que às vezes torciam muito mais que os homens), todos torcedores fiéis e apaixonados. 

Eu sofri, eu admito. Sofri porque em determinado momento me vi torcedora do Goiás como se o tivesse sido a vida toda, e o time é ruim para danar, e segundo me explicaram está rebaixado e talzs. Nada disso importou na verdade, fui na intenção de não torcer por ninguém, mas sou goiana né? Além de ser mais lógico que eu torcesse para o Goiás, aquela massa de torcida verde me contagiou de tal forma que eu vibrei como nunca!

O Flamengo fez dois gols no fim das contas, um contra e um nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Então se deu empate, suponho que a ruiva aqui não deu tanto azar. Gostei muito de ir a um estádio e digo até que iria outras vezes. Acho que tudo bem que eu comece a simpatizar com o esporte, eu vou conseguir sobreviver à essa mudança drástica de opinião.

Torcer acidentalmente para o Goiás e simpatizar com o futebol ainda vai, mas música sertaneja é algo que eu ainda tenho que acostumar. Eu tenho uma reputação musical a zelar, cresci ouvindo mpb, samba, rock, as boas músicas. Daí que tem uma porção de gente do meu convívio que gosta de música sertaneja e acha que essa é a boa música. 

Seria muito preconceito da minha parte dizer que eu abomino, até porque eu não tenho costume de ouvir.  Só que eu acho de verdade que todas as duplas sertanejas são exatamente iguais, as músicas são muito parecidas, tem ritmos grudentos, letras carregadas de clichês românticos e aquele vibrato na voz dos cantores que eu particularmente não gosto. Aí inventaram uma nova modalidade: o sertanejo universitário. Alguém sabe qual é a diferença? Para o público jovem, tudo bem.

Mas olha eu me entregando de novo e sendo influenciada pelo meio, admito que derrubei o meu muro das idéias pré concebidas e até já dancei de rosto coladinho ao som de "chora me liga" e quer saber eu achei tão bom! Pronto falei!

As pessoas que me conhecem há algum tempo, a essa altura do post devem estar um pouco preocupadas. Não precisa! Tá tudo bem, ainda sou eu! Pra eu vestir uma camisa de time e colocar um chapéu de aba na cabeça demora uma eternidade...


 "Cos amigo" sofrendo no Serra Dourada!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Los príncipes no te salvan..."


"...las hadas son gorditas, peludas y morenas, 
que estan dentro de nosotras e salen cuando dices basta!

La cenicienta que no queria comer perdices é um moderno e fofíssimo conto de Nunila López Salamero, com ilustrações de Myriam Cameros Sierra. Vale a pena ver na íntegra aqui. E mesmo para quem não "habla español", é bem fácil de entender que os príncipes não te salvam e os sapatinhos de cristal nem sempre servem. Parece que não está rolando ser cinderela!

terça-feira, 27 de julho de 2010

E ai?



 “O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.”


Charles Bukowski

terça-feira, 23 de março de 2010

Batuta pra chuchu.


Tão retrô, que eu me peguei suspirando hoje por causa dessas preciosidades:



 Leica M7 Hermes, edição limitadíssima (apenas 200 unidades produzidas)

 
Minox DCC. Por trás do design nostálgico, a câmera digital traz lentes de 8.7 mm com zoom digital de até 4x, com poder de resolução de até 5 megapixels. Aceita cartão de memória SD e tem visor LCD de 1,5''.


Miniatura da lendária câmera Rolleiflex. Mas ao contrário da original, ela tira fotos digitais com até 3 megapixels de resolução (2304 x 2304). A câmera ainda tem um visor LCD de 1.1'', grava vídeo e é compatível com cartão mini SD.

E o consumismo não parou nas máquinas fotográficas...



Imagens em preto & branco ou sépia, tem sintonizador digital e controle remoto.




O aparelho converte qualquer gravação em vinil para arquivos MP3, direto em drives USB ou cartões SD.

Tudo muito caro e inacessível pra mim ainda...um dia eu chego lá, e quando chegar vai ser muito mais retrô.






terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vinil Verde

Depois de tanto reclamar e me envergonhar de não fazer nada, eu finalmente tenho muito trabalho para fazer. Passei o dia ilustrando, e tem mais um zilhão de ilustrações esperando por mim para serem feitas, mas cá estou eu muito exausta, forçando o punho que voltou a querer doer, carregando o cansaço de um fim de semana para lá de agitado depois de culto, colação de grau e baile de formatura da irmã, onde eu descobri que tem que ter talento e joelho bom para descer até o chão, dentre outras cositas mas.

Na minha merecida paradinha, fui navegar nesse mar de informações, coisas úteis e inúteis que é a internet; e aleatoriamente eu encontrei um curta que eu há tempos tinha visto no Goiânia Mostra Curtas, evento que em 2009 trouxe sua 9ª edição, mas na ocasião não me lembro bem em que edição foi exibido. O curta em questão é o "Vinil Verde", que ficou marcado na minha memória não só pela história em si, que contém uma dose de bizarrice, mas por ser baseado num conto russo, e não me perguntem porque mas adoro contos russos.

Vinil Verde é um filme de Kleber Mendonça Filho que remete diretamente a um livro de contos infantis, quase uma brincadeira de vários stills com movimentos de câmera. As fotografias em quadros, o narrador com sotaque pernambucano e o clima trash, contribuem para transmitir todo o suspense que a história implica; e é claro, como todo conto infantil, vem carregado de uma moral da história, que seria uma crítica à comunicação entre pais e filhos.

Sempre achei estranha essa forma de ensinar as crianças através do medo. A maioria das histórias infantis são assim drásticas, com um "q" de terríveis e começo a achar que os ratinhos e passarinhos cantantes e felizes sairam de moda. Lembro-me bem da história do menino e o lobo, que meu pai me contava quando eu era criança, que tratava-se de um garoto que tomava conta de um rebanho de ovelhas para o pai e para driblar o tédio gritava "olho o lobo! olho lobo!" desesperadamente, de forma que o pai vinha correndo ao seu encontro e ao chegar lá o menino se punha a rir da travessura, até o dia que um lobo de verdade apareceu, e o pai do garoto não foi salvá-lo por pensar ser mais uma brincadeira, como resultado o lobo comeu o garoto vivo. Toda essa tragédia, para me ensinar que mentir era feio. De fato, eu me tornei uma adulta que não gosta de mentir, mas né?



Gênero: Ficção
Diretor: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Gabriela Souza, Ivan Soares, Verônica Alves
Ano: 2004
Duração: 13 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil
Local de Produção: PE

sábado, 16 de janeiro de 2010

A pessoa é para o que nasce

Inauguro com esse post uma nova tag no blog: "Curtinhas". E para grande estreia apresento-lhes um curta que eu gosto imensamente: "A pessoa é para o que nasce", dirigido pelo Roberto Berliner. É datada de 1998, originando mais tarde um longa que para minha infelicidade ainda não assisti. Fiquem com a leveza que as três irmãs cegas levam a vida que Deus lhes deu.



Ficha Técnica
Gênero: Documentário
Diretor: Roberto Berliner
Elenco: Conceição, Maria, Regina
Ano: 1998
Duração: 6 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil
Local de Produção: RJ

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cutucada.

- Isso aí no canto do seu olho é uma lágrima?
- Não! Eu não choro desde 1976!
- Tudo bem eu não vou contar para ninguém...
- É que mais cedo eu bati o dedinho no pé da cama, então fiquei tonta de dor e escorreguei no tapete, enquanto isso uma mariposa gigante voou por cima de mim e soltou um pozinho amarelo em cima do meu olho, e eu ainda suspeito que ficarei cega, juro! ....Tá! É a música! Quando eu a escuto dá uma dorzinha aqui dentro...
- Então porque você escuta?
- Porque às vezes eu preciso sentir qualquer coisa...




...e são das músicas tristes que eu gosto...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Peripécias desimportantes de férias forçadas

Acho que não é segredo para muita gente que eu larguei o meu emprego. Largar de jogar tudo pro alto mesmo, fiz isso sorrindo e dançando (quase sapateando) de tão aliviada, sem medo de ter feito a coisa errada. Como se por muitos anos eu carregasse um fardo que não era meu, até que eu cansei infinitamente. Comecei a pensar mais em mim, nas coisas que eu queria. Uma atitude egoísta, mas um grande passo para mim que ando fazendo cursinho para aprender a dizer não.

Não é que eu não gostasse do que eu fazia, se um dia eu escolhi esse caminho é porque alguma alegria ele me dava e eu realmente o via iluminado em algum ponto do percurso, mas é a tal coisa, às vezes a gente se perde, imprevistos acontecem e a gente se vê no escuro. É nessas horas em que a gente pára tudo, amassa o rascunho, joga no lixo e recomeça em uma folha em branco novinha.

Mas te digo uma coisa: folha em branco assusta para caramba.

E nessa trilha toda do auto-conhecimento, às vezes penso que uma luz do além vai descer sobre mim e me mostrar tudo o que eu tenho que fazer. Como essas coisas raramente acontecem na vida real, eu estou tentando procurar as pedras mais firmes pra pisar e procurando ser sensata nas minhas escolhas, o que é mais difícil do que eu imaginava.

Achei bom tirar um tempo de férias. Passar mais tempo comigo mesma, fazer minhas caminhadas, colocar livros e filmes em dia, ficar de bobeira, visitar os amigos que também não trabalham, fazer artesanato, se dar ao luxo de tomar banho de piscina enquanto todo mundo está trabalhando, sair para tomar sorvete no meio da tarde, dar banho nos cachorros, levá-los pra passear, chegar em casa tarde sem ter que preocupar com o horário do dia seguinte....tem sido muito bom! Faço de tudo, até pintar parede eu tenho pintado, menos pensar no meu futuro, isso sempre pode ficar para amanhã...

Confesso que dá uma certa dor na consciência essas coisas. Agora por exemplo enquanto perco esse tempo na internet é como se eu estivesse assinando embaixo na minha condição de vagal. Veja bem, não estou reclamando, só me sentindo um pouco envergonhada por estar aproveitando essas férias por tempo indeterminado. Estou tão acostumada a trabalhar...é como se a gente perdesse mesmo a dignidade por estar desempregado, sei lá, é a impressão que eu tenho, não que seja assim.

Sobre as minhas peripécias, andei fazendo umas coisinhas legais, como por exemplo esses pseudo-quadros de fotos na parede do meu quarto. Gastei uma madrugada fazendo, me rendeu uma dor nas costas horrível e a tinta no cantinho da unha não quer sair de jeito nenhum, mas eu até que gostei, e o legal é que eu posso sempre trocar as fotos que estão só grudadas na parede com fita crepe.

O lilo minduim insistiu em sair na foto...ele também gostou!

Outra coisa legal que aprendi são as "jurupitinhas". O nome não é esse, foi batizado assim pela minha mais nova professora de origami a Maysa "Jurupita". Ela me deu de presente esse móbile lindo de flores de lótus com estrelinhas. E como eu muito insisti ela me ensinou, mas eu juro que não ensino para ninguém, é tipo segredo mesmo, "aprendeu, morreu". E agora eu já posso me vangloriar que eu sei fazer 5 tipos de origami! Fico toda me achando.

prazer, eu sou a jurupitinha!

Jurupitinha em detalhe.

Estou pintado uma parede do escritório também, fazendo um desenho bonito, ou pelo menos a intenção era que assim o ficasse. Se ficar legal mesmo, eu posto aqui depois. Acho até que se nada der certo, eu sei uma quantidade razoável de artesanato para virar hippie e sei pintar paredes também, mas tudo bem razoavelmente...

Mês que vem penso que uma nova vida me espera, novo lugar, novas pessoas...assim o espero. Mês que vem é mês que vem, até lá eu posso inventar de pintar mais paredes e fazer mais origami, porque a luz do além reveladora mandou avisar que vai chegar atrasada.



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Asas pra que te quero.

Cá estou eu com um curativo nos calcanhares, com uma pomada cicatrizante para as minhas asas. Longe de querer me endeusar e me vangloriar, mas sim, hoje amanheci alada, tal qual o deus Hermes. Não é espantoso? Eu diria que aconteceram muitas coisas espantosas nessa semana. É informação demais para minha pobre cabeça e tudo o que eu preciso é alçar vôo, alijar qualquer peso, dar leveza ao meu espírito, enfim...a palavra de ordem é libertação.

É certo que a minha intenção não era fazer isso por agora, mas um tatuador à domicílio, uma idéia na cabeça e um desenho na ponta do lápis deixaram tudo muito convidativo e sedutor. O marido da irmã da minha tia que é casada com o irmão da minha mãe (deu pra entender?), que é de Goiânia, veio passar o feriado aqui em Anápolis. Ele não é tatuador profissional, pratica nas horas vagas nos amigos, nos familiares, nos amigos dos amigos e nos amigos dos amigos dos familiares....ou seja, eu me candidatei à cobaia. Eu o observei tatuar minha prima e pude constatar: traços firmes...checado! Boa noção de cores, luz e sombra...checado! Desenha desde pequeno...perfeito! Peguei um papel, um lápis e desenhei minhas próprias asas. Minha mãe, fez o papel dela de mãe e é claro, ficou meio apreensiva "mas Joyce, asas? Nos calcanhares? É diferente, mas não é bonito. Não é tatuagem de mocinha delicada! Faz uma borboleta!".

E mocinha delicada faz tatuagem? Ahhh! acho que faz sim! Eu sou mocinha, acho que posso dizer que delicada e acabo de fazer duas tatuagens, fora a que eu já tenho há quatro anos. Sem essa de borboleta, me desculpem os que tem tatuagem de borboleta, mas é meio caído não é não? E eu já fiz logo duas de uma vez, que já me disseram que ter tatuagem em número par dá azar, então como eu já tenho uma nas costas, fiz uma asa de cada lado no calcanhar esquerdo, que é para sair voando por aí com um pouquinho mais de sorte. O que me preocupou de verdade foi só o quanto iria doer. Já haviam me dito que tatuagem nos pés doíam o infinito, e eu pensei que no calcanhar devia ser semelhante. "Para quem menstrua e tem cólicas todo mês isso não é nada", disse eu para os meus botões, e depois disso eles só ouviram o som ensurdecedor do motorzinho, pois eu me recusava a gritar a cada agulhada que me davam choques de tanta dor...ai como doeu! Se é como dizem que o sofrimento purifica, eis me aqui mais pura do que ontem e menos do que amanhã.

Vocês hão de me perdoar, como eu já disse antes, essa semana não foi fácil. Eu trabalhei muito para entregar todos os jobs no prazo, quase enlouqueci na agência, meu pulso latejou como nunca para que eu lembrasse que ele estava lá, que se eu não desse um tempo pra ele a tendinite ia pegar, tive que tomar decisões importantes para o meu profissional, mudar muitas coisas na minha maneira de pensar, confrontei sentimentos antigos já esquecidos, senti muita saudade do meu pai e tentei imaginar o que ele diria pra mim, fiz coisas das quais me arrependo profundamente, e algumas das quais eu tenho uma baita vergonha, tive que decidir entre corresponder à sentimentos ou magoar uma pessoa querida, tive de ouvir todos os conselhos, broncas e soluções para a minha vida fora de eixo, de todas as pessoas do planeta e receber todos os puxões de orelha que eu mereci e que eu não mereci também, tive que engolir seco coisas duras demais que eu ouvi em resposta a um pedido de socorro que foi praticamente ignorado, emprestei minha cama para os parentes que vieram nos visitar e dormi com a minha irmã que me socava a cada meia hora. Depois de tanto, além de pureza, eu tenho o meu passe livre pra surtar, ser impulsiva, inconsequente e querer criar minhas asinhas, penso eu.

Asas recém-nascidas. A minha avó quase caiu para trás, como era de se esperar e como foi com a primeira tatuagem, a minha tia disse que quando eu morrer eu vou para o "Vale dos tatuados", meu irmão foi lacônico e disse que achou legal, a minha irmã se empolgou e também fez um "bordado" no pé para felicidade e lucro do tatuador com a família Abreu. Então aproveitando a onda "vamos enlouquecer", no auge dos seus 47 anos, odontóloga, viúva, devota de Nossa Senhora, a minha mãe se libertou dos preconceitos, do medo da dor e se juntou às filhas, já que não deu para vencê-las. Fez uma tatuagem.

Me deu um orgulho danado da mamãe! Ela optou por um desenho que lhe desse proteção, e eu achei bonito isso. "Orai e Vigiai" , uma frase que meu pai repetia sempre, agora eternizada na pele dela junto com a santa a quem ela confia sua fé. Quem dera eu ter essa devoção em alguma coisa, ou em alguém...Agora a Dona Silvana anda por aí toda, toda, e só quer saber de usar regata pra mostrar pra todo mundo sua estripulia. E eu acho bom, confesso que eu me sinto mais segura em saber que quando eu for pro "Vale dos tatuados", eu vou ter um colo de mãe quentinho por lá. Eu gosto sobretudo de vê-la feliz assim.


Hoje é aniversário da flor, minha querida Sophia. Um beijo estalado e um abraço apertado...Ando com uma saudade danada dela e do meu "quininim".

domingo, 10 de maio de 2009

Pãe.

"Mamãe querida, meu coração por ti bate como creme de abacate"

Eu nunca fui muito de fazer posts relacionados à datas comemorativas. Mas esse ano, como a grana está curta e eu fiquei sabendo que minha mãe lê meu blog, cá estou para dizer para mamis o quanto eu sinto por esse ano não ter lhe dado presente. Não que ela não mereça, ela sabe que eu daria a ela uma baleia se ela quisesse (eu pensei em baleia pelo tamanho do bicho, por ser proporcional a todo meu amor!). Ela melhor do que ninguém sabe dos perrengues que passamos em nossa humilde e conturbada vidinha, talvez a falta do regalo e uma baleia na nossa piscina fosse o "menor" deles.

E é sobre o tamanho desse amor que eu queria tagarelar. Não melhor não...seria falar demais! Ou se eu tentasse explicar usando baleias, elefantes e dinossauros como comparação, a coisa não ficaria boa para o meu lado. Então eu posso dizer o porquê de tanto amor, e não é um sentimento obrigado ou imposto pelo simples fato de ela ser a minha mãe, e pela ordem e natureza das coisas, a lógica seria eu ama-la e pronto. Também não é uma questão de dar valor, sendo que tantas pessoas não tem mãe e eu tenho, nem de agradecimento por ela ter sofrido as dores do parto, me colocado no mundo, trocado minhas fraldas, me alimentado até que eu pudesse largar a mamadeira e a chupeta por "sukutian" (sutien) e "moke" (esmalte), tão pouco por eu ser tão parecida com ela fisicamente a ponto de confundir esse sentimento com amor próprio, não, não... meu amor por ela simplesmente acontece.

"Parece você segurando você mesma"

Eu estaria mentindo se eu dissesse que a minha mãe é a melhor mãe do mundo, até porque eu acho uma injustiça tremenda nomear alguém com tal título, ser mãe já é difícil demais, ainda ter que ser a melhor é sacanagem. Mas ela é a melhor que eu poderia ter, e não quero outra em troca nem por um engradado de toddinho. Além de ser pãe (pai + mãe) e cumprir muito bem o seu papel, ela tem uma gargalhada ótima que se eu pudesse eu engarrafava um pouquinho para guardar, dizem também que ela é ótima compainha de banheiros femininos, vai à festa a fantasia, bebe uma garrafa inteira de lambrusco comigo em casa, implica com as minhas saias hippongas, não alcança a máquina de cartão do estacionamento do shopping sem descer do carro, fala de boca cheia, passa vergonha no filho fazendo torcida no jogo de vôlei gritando "eu que fiz!" frenéticamente e apontando para ele, repete a dose na minha formatura registrando a frase em cartaz, briga comigo por eu ser bagunceira, mas me surpreende e não briga comigo quando eu bato o carro, só diz "é! tem que mandar arrumar!", viciada em chocolate, se alimenta mal, não come verdura nenhuma, troca o nome dos filhos e dos cachorros todos, se empolga com os meus namoricos, mas implica com os do meu irmão, aliás implica com muita gente aparentemente sem motivos, mas no final a danada sempre tinha razão.

A verdade é que eu não preciso de motivos para o meu sentimento, só é bom de sentir, de demonstrar e é o mesmo sentimento que eu quero que os meus filhos tenham por mim...e quer saber? Não consigo mais escrever, lágrimas sempre me atrapalham a enxergar.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Futuro do presente

Respondendo ao meme da minha querida amanda

Regras
. escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui .
. convidar 8 amigos de blogs para responder também;
. comentar no blog de quem nos convidou;
. comentar no blog dos convidados, para que saibam do meme;
. mencionar as regras.

Aproveitando a mania de enumerar, eis me aqui enumerando mais coisas (supimpa pra chuchu isso)! Eu não costumo muito pensar em futuro, tanto é que tenho uma dificuldade tremenda em responder aquelas perguntas do tipo "como você se imagina daqui a 50 anos?". Sei lá! Não consigo nem me imaginar ano que vem, e com sinceridade não é um dos pensamentos que me tiram o sono. Enfim, imaginando que eu vá partir daqui a muitos anos ainda, olha só o que eu sonho antes de ir:
1 Diz a lenda que toda pessoa deve no decorrer da vida plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Dos três só faço questão do último. Preciso fazer perpetuar por gerações o "alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado" e saber como é a sensação de carregar dentro de mim um serzinho. E pelo meus cálculos eu tenho 6 anos pra ter um "bichim", quero ser mãe antes dos 30.
2 Eu não sou astrônoma (até já quis ser), mas seria legal um dia que eu estiver à toa, observando estrelas no quintal da minha residência com um super telescópio (que um dia terei) e de repente "ops!descobri um planeta!" . E ele provavelmente receberia um nome em minha homenagem: Joyce IUHUU1705.
3 Um projeto antigo que eu e minha prima Lívia tínhamos quando mais novas era construir um cinema-farol (é farol daqueles de alto-mar!), mas o cinema seria em terra firme mesmo, só que teria tal formato: cilindríco e no alto teria uma espécia de café com a vista mais bonita da cidade. E as salas de cinema seriam...ah! vou contar mais não, vai que roubam a nossa idéia! Mas que quero ter um negócio próprio e único é fato!
4 Vocês vão dizer "que original! ela quer conhecer o mundo!" Dos quatro cantos do universo me contento se em toda minha vidinha conhecer algum! Nem que fosse o meu próprio país, mas conhecê-lo de "cabo a rabo", porque se já saí desse meu interior de Goiás na minha vida, foram bem poucas vezes, dá pra contar nos dedos de uma mão. E eu quero conhecer tantos lugares!
5 Desde pequenina eu queria ter uma banda, mas tocar campainha com jingado alemão nunca deu certo na história da música. Eu não sei tocar nada e muito menos cantar, mas eu queria fazer os dois! Me imagino cantando balançando os ombrinhos (mui sensual!) e dedilhando a minha guitarra, e quando menos se espera eu me jogo no chão de joelhos em um solo merecedor de todo o "respeito tecnológico"...e a platéia vai ao delírio!!!
6 Como eu sou bobona e tenho o meu lado menininha bem aflorado, não posso morrer sem uma paixão arrebatadora. Mas tem que ser como nos filmes, beijo sentido embaixo de chuva, declarações de amor em público no metrô (se aqui tivesse um facilitaria!), pedidos de casamento em estádios de futebol, aqueles esbarrões hiper clichês "ops! derrubei seus livros!" e mãozinha em cima de mãozinha, que fosse o despertar de um longo sono com um beijo depois de espetar o dedinho numa roca ou comer uma maçã envenenada! Amores raros que a gente não vê fácil por aí, daqueles que "estão acima de todas as coisas desse mundo".
7 Ter o meu fusquinha vermelho conversível! Digam o que for do fusca, eu ainda assim terei um altarzinho pro meu. Será o fusca mais charmoso do Universo. De repente até coloco nele umas bolinhas pretas, bem joanístico (Tá é um pouco demais! Vão achar que tem circo na cidade e quero ter coragem de andar no meu próprio carro). Quem sabe não realizo parte do item número 4 nele.
8 Eu queria inventar coisas importantes e patentear. Com certeza os grandes inventores da história não tiveram o seu reconhecimento, não me refiro a Thomas Edison e Graham Bell (esses tem), me refiro aos inventores das pontinhas de cadarço, dos
araminhos de saco de pão , do zíper, da maravilha do brigadeiro, essas insubstituíveis, pequenas e deliciosas invenções que mudaram a vida das pessoas e que nós nem damos tanto valor. Ainda vou pensar no que inventar e vai ser supímpissimo.

Quebrando um pouco as regras do meme, respondam quem sentir vontade. Acho que consigo sobreviver se ninguém quiser responder.
Então isso é tudo galera!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mais um...

Ok! Me rendi! Fiz uma conta no twitter!
Twitter é uma comunidade de amigos e pessoas desconhecidas que mandam update, flashes do que elas estão fazendo no momento ou para o que querem chamar a atenção. As mensagens são extremamente curtas, é como se fosse uma éspecie de bloco de notas virtual que todo mundo pode ver.
Um dos motivos pelo qual eu relutei em fazer um é que a primeira vista não parece tão divertido, além de ser mais uma das 1247 coisas virtuais a administrar na internet. O fato é que às vezes mal dou conta da minha vida real e essa vida paralela de blogs, fotologs, orkut e msn me enrolam completamente, e olhem q já sou enrolada de nascença! Avaliem pela periodicidade com a qual escrevo aqui.

Acabei cedendo, pois eu como comunicadora acho que toda forma de expressão, onde duas ou mais pessoas se fazem entender é válida, além de ser uma ótima oportunidade de treinar ser sucinta, coisa que eu preciso exercitar bastante, diga-se de passagem. Mas se você for parar para pensar, para alguém alheio ao contexto, são apenas um amontoado de frases sem sentido, a sensação que dá é que escrevemos para nós mesmos, e porque tornar isso público? Às vezes penso que toda essa exposição não pode ser tão legal, eu mesma já estive a beira de orkuticídio diversas vezes. E me pergunto sempre porque é tão importante estar integrado a essa "segunda vida" virtual?

Não estou reclamando, é na internet que passo a maior parte do meu dia (acho pouco provável conseguir ficar sem), é por ela que eu mantenho contato com a maioria dos meus amigos (virtuais ou não), que eu trabalho, estudo, posso até dizer que tenho algumas das conversas mais importantes da minha vida por ela. Mas...(sempre tem o mas) eu temo que seja só isso...uma vida que não saia dos bytes, um projeto, uma forma de interpretação (porque cada um entende o que lê ou vê como quer) ou um simulacro.

É por isso que eu recomendo usar com moderação. A gente acaba percebendo que "há tanta vida lá fora!"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Alvará de "vó"

Herança feliz!

Das tradições de família (e das não familiares também) já não faço nenhum segredo, repasso. Mania de ser didática eu diria, mas acho que também uma forma de agradecer o que eu aprendi, seja com as minhas vovós ou com qualquer outra pessoa, além de perpetuar esses utilíssimos conhecimentos. Mais do que aprender, eu por algum motivo adoro ensinar e quando eu for avó de verdade, meus netos além de poderem fazer todas aquelas coisas que vó deixa fazer para estragar a educação que os pais sofrem para dar em casa, vão aprender um monte de coisas legais comigo. Porque eu serei assim, uma avó muito legal!

Se antes já havia quem me chamasse de vó (oi carlos!), agora sim eu faço jus. Vou poder ampliar e muito o meu leque de aptidões....ganhei uma máquina de costura! E quem me deu? Claro, a Beroquinha! Faço a minha confissão aqui, que nunca, nunquinha eu mexi em uma, mas pra isso eu conto com a super vovó! Na minha cabeça eu já imaginei uma porção de coisinhas e badulaques para fazer, desde bolsas a cortinas para o meu quarto! Tudo de pano! Um mundo de pano! Obsessão nova para a minha vida!

Isso me faz lembrar da época em que eu tinha a Govinda (minha tartaruga, que Deus a tenha!), a minha obsessão era pedras. Minha bolsa vivia cheia delas porque eu as colocava no áquario em uma espécie de parque para o deleite da minha pequena, quanto mais colorida, ou de formato mais esquisito que eu pudesse encontrar melhor. Mesmo depois da morte da minha monstrinha, eu ainda cultivava esse hábito. Penso que será assim também com os retalhos. Pena, que ao contrário das pedras não se acha pedacinhos de pano tão facilmente por aí, assim no chão, vai ser um pouco mais difícil de sustentar esse vício.


A vida anda corrida, o tempo e o dinheiro escasso, portanto se não tiverem notícias minhas devo estar costurando para fora na minha máquina de costura nova (rs!), ou fazendo almofadas bonitas para a minha cama nova, que estará na minha casa nova...enfim ocupada com a minha vida que está teimando em ficar nova!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Antes que o dia acabe

"Não se afobe não que nada é pra já" escuto o Chico Buarque de Holanda me dizer e eu balanço a cabeça concordando, como é que ele sabia que eu estava tão ansiosa? Hoje eu sei que eu não vou conseguir dormir cedo....Deixo o lastfm (descoberta virtual supimpíssima! dica de dona Amanda) ligado esperando que Elis Regina, Lenine, Cartola, Djavan, me dêem bons conselhos, mas eles não dizem o que eu quero ouvir! Então o rei, não Roberto Carlos ou Pelé (que nem sabe cantar diga-se de passagem), mas Elvis Presley começa a cantar "unchained melody" e eu o imaginei ali na minha sala com aquelas vestimentas e aquele fabuloso topete, fazendo dancinhas mais esquisitas que as minhas (que eu poderia muito bem copiar) com a Whoopi Goldberg (?), logo pensei em duas coisas: "se ele realmente não morreu e está vivinho da silva será q ele ainda usa topete? Ou terá ele ficado careca?" e "Joyce você precisa fazer aulas de inglês!" percebi que nem sabia o que era unchained, e segundo minhas pesquisas é algo como desacorrentada. Melodia desacorrentada, definitivamente não é um bom nome para uma música, mas foi uma trilha marcante pro filme "ghost"e pelo pouco que eu entendi e deduzi brilhantemente é uma música de amor, e com isso eu não tô podendo...Essas duas informações para mim já foram suficientes!

De repente o lastfm ficou insuportável. Pego o livro " A filha do canibal" de Rosa Montero para ver se o sono vem. Capa bonita e título intrigante. A personagem "perde o marido no aeroporto na véspera do ano novo e sua vida muda de forma inesperada" diz a sinopse. Como é que se perde um marido no aeroporto? Fiquei imaginando maridos sendo extraviados para várias partes do mundo ou sendo anunciados nos balcões de achados e perdidos, é de mudar a vida inesperadamente mesmo, caminho livre para encontrar um novo cônjuge! Não deu certo? Extravia! Ansiosa demais para saber o que acontece na história, e o porquê do título, começo a imaginar desfechos óbvios para a trama: a personagem não sabe, mas é filha do Hannibal Lecter, que cozinhou o marido da própria filha, que não sabe que herdou o paladar apurado do pai, vivendo o drama de lutar contra seus próprios instintos. Ai...muito trágico e indigesto!

Li uma página só...Deixo o livro e a minha imaginação de lado e me embalo no ronco do Lilo esparramado ali no chão. A imaginação é insistente, não consegue ser deixada de lado. Com o que um cachorro sonha? Deve ser um sonho bom, ele parece feliz dormindo! Talvez com um pão gigante (ele é doido com pão), ou quem sabe várias bolinhas de plástico de todos os tamanhos e cores, mas eles sonham em cores? Acho que para o Lilo bolinhas preto e branco não tem muita graça. É bem anos 60, eu gosto. Os cachorros dos anos 60 é que deviam ser felizes. Não me importaria de ser cachorro se eu fosse meu cachorro. E se eu fosse um acho que sonharia com coçadinhas na barriga, parece uma coisa muito boa de se receber e de se sonhar também.

O corpo cansado já estacionou, mas a mente não pára. Repasso o dia, penso no que eu tenho que fazer amanhã, tento lembrar de uma piada que me contaram, mas não me lembro do final (isso sempre acontece), acho graça assim mesmo. "Atchim!" Foi a chuva que eu tomei mais cedo, e eu não me importei nenhum pouco. Diálogos se formam na minha cabeça, uns existiram, outros não. Formulo diferentes finais para cenas da minha vida, o que a faria mudar inesperadamente? Afugento qualquer idéia relacionada à marido e canibalismo.

O Seu João Pestana pede licença para trabalhar e eu me rendo ao sono, em segundos meus cílios já estão amarrados com nós de marinheiro.

Lembrar-me de não ouvir "Unchained Melody" perto de objetos pontiagudos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Conversas de MSN

- eu nem sei o que é concordância.... para te falar a verdade, eu sei escrever.. acho que escrevo até bem, mas gramática para mim é que nem matemática... deve ser por causa da "ática”
- kkkkk!!! é! a culpa é da ática!
***
- to morrendo de vontade de comer uma coisa bem gostosa de batata! tipo aquela batata recheada da ilha do açaí! ou aquele negócio q vc fez um dia na sua casa
- que que eu fiz? num lembro
- uma coisa frita de batata com sei la o quê
- nem lembro mais! hehe! eu que fiz?
- foi! aí frita acho q com presunto sei lá! aneim lembra!
- tem certeza q fui eu? num lembro disso nao!
- foi uai!
- era pastel num é nao?
- naum! eu sei a diferença de um pastel né?
- num vo conseguir lembrar!
- aneim!
***
- to com fome!
- ai eu nao! nao to sentindo gosto das coisas...gripada!
- nariz tá endubido?
- aham! "tô falãndo gui nem bato"!
***
- ela tem cara de boba!
- nossa! muito!!!
- vééééi!! ela tem 32 anos?????? o.Ô
- no perfil do orkut dela nao tem nada...só uma cara de boba! kkkkkk! parece velha mesmo!!!
- pois é... só a carinha de boba lá.
- mas pelo aparelho nos dentes nao deve ser não
- não entendi, pelo aparelho ela não deve ser boba?
- não! não deve ser velha!!!
- a ta! kkkkkkkkk... sei lá! minha tia tem uns 35 e usa aparelho...
- é ne? pior q tem gente mais velha q usa mesmo
- pois é! ....ta entao ela é boba, velha e usa aparelho...mas que tem cara de boba, aaaah, tem!
***
- ai, ai...mas eu me divirto passando vergonha
- eu também!!! hohohoho! mas, sério, teria sido um puta prejuízo se vc machucasse a cabeça na mesa! pelamãedoguarda
- credo!!! ia mesmo! pra minha cabeça e pra vcs que nao teriam mais mesa!
- cara... eu me preocupei mais com a sua cabeça.
vidro, a gente compra outro... cabeça não é tão fácil...
- não mesmo!!! se bem q se desse pra trocar era bom negócio! hehe! a minha ta dando pra muita coisa nao
- 'kkkkkkkkkkkk! boba
- ai, ai....acho q é culpa da sprite! tava tomando uma agorinha
- menina, no meio do expediente, assim? ): hauwehiuaehwiuhewaihea
- pois é!!! eu tomo sprite a minha gargalhada fica alta e estranha...pode saber...
- sua gargalhada não muda, só fica mais alta
- ah então, é q eu percebo q ela é estranha só qd eu to bêbada de certo!hehe
***
- ele é bonito, mas tem jeito de gay
- acho que ele é modelo
- pq os modelos tem q se parecer com gays ne? hehe
- acho que é o fotografo que manda!
- pra quê eles iam querer isso? pura raiva?
- sei lá! não tinha parado pra pensar nisso
- eu já!!
- ai,ai...
- ja pensei bastante sobre o assunto! hehe!
- eu tenho mais o que fazer..... uhuhu
- eu tb!!! mas eu penso nessas coisas mesmo assim...não consigo evitar!

Fiesta Mejicana


Eu estarei lá na minha versão "chica mejicana"! hehe!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008